Durante a Primeira Guerra Mundial, enquanto muitos fugiam dos hospitais e do sofrimento, uma jovem religiosa permanecia ao lado dos doentes e dos soldados feridos. Seu nome era Maria Bertilla Boscardin.
Nascida na Itália, em 1888, ela cresceu numa família humilde e, desde pequena, tinha grande amor pela oração e por Nossa Senhora. Aos 17 anos, entrou para a vida religiosa e recebeu o nome de Maria Bertilla.
No início, suas tarefas eram simples: cuidar da lavanderia e do forno. Mas ela não desprezava nenhum serviço. Seu desejo era servir a todos, especialmente os mais necessitados.
Depois de se preparar como enfermeira, foi enviada a um hospital em Treviso, onde cuidava de crianças doentes. Com a chegada da guerra, passou também a atender soldados feridos. Mesmo quando precisou deixar a cidade por causa dos combates, continuou dedicada à missão de cuidar dos enfermos.
Sua vida, porém, foi marcada por grandes sofrimentos. Ainda jovem, enfrentou um câncer e passou por cirurgias. Em 1922, aos 33 anos, morreu depois de uma nova complicação de saúde.
Em 1961, o Papa São João XXIII a canonizou, reconhecendo sua santidade e seu amor concreto pelos doentes.
Santa Maria Bertilla nos ensina que a santidade não depende de grandes feitos aos olhos do mundo. Ela pode começar numa enfermaria, numa tarefa humilde ou no cuidado paciente com quem sofre.
Santa Maria Bertilla Boscardin, enfermeira e serva dos enfermos, rogai por nós!
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