Nascida em Antioquia, no século II, Justina cresceu em uma família pagã. Mas, ainda jovem, conheceu a fé cristã e decidiu entregar sua vida a Jesus Cristo. Sua conversão não foi aceita facilmente. Seu próprio pai, que adorava os deuses romanos, perseguiu a filha por causa da sua fé. Mas Justina permaneceu firme. E foi justamente sua fé e sua sabedoria que a colocaram diante de Cipriano, conhecido por seus conhecimentos de filosofia e pelas práticas pagãs. Segundo a tradição, Justina defendeu a fé cristã com tanta convicção que Cipriano começou a questionar tudo aquilo em que acreditava. Ele abandonou o paganismo, converteu-se ao cristianismo e, mais tarde, também se tornou bispo. Mas a conversão não livrou Justina da perseguição. Ela havia feito um voto de castidade e permaneceu fiel a Cristo mesmo diante das ameaças. Durante a perseguição do imperador Diocleciano, Justina foi presa e, por não renunciar à sua fé, recebeu a coroa do martírio. Sua história nos lembra que uma fé verdadeira não precisa de violência para vencer uma discussão. Ela vence pelo testemunho, pela verdade e pela fidelidade a Cristo. Santa Justina não tinha poder político, riqueza ou posição de destaque. Tinha apenas uma coisa que seus perseguidores não conseguiram arrancar dela: a certeza de que Jesus Cristo valia mais do que a própria vida. Santa Justina, defensora da fé e mártir de Cristo, rogai por nós!
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