Antes de se tornar um dos maiores pregadores de sua época, este santo abandonou o convento duas vezes por causa de terríveis dúvidas interiores e combates espirituais.
Santo Ângelo d’Acri: o grande pregador popular e vencedor das batalhas contra o maligno!
Ele enfrentou fortes incertezas sobre o seu chamado e duras agressões do diabo, mas escolheu perseverar na vida religiosa e se entregar inteiramente à salvação das almas.
Lucantonio Falcone nasceu em Acri, província de Cosenza, em 19 de outubro de 1669, em uma família muito religiosa. Aos 15 anos, ao conhecer um capuchinho carismático, sentiu a vocação, mas só aos 19 tomou o hábito. Devido às incertezas e perturbações sobre sua capacidade, deixou o convento duas vezes antes de vestir a túnica definitivamente.
Com o nome de Frei Ângelo, foi ordenado sacerdote em 1700 e logo ficou conhecido como o anjo da paz. Durante quase 40 anos, dedicou-se à pregação. Ao perceber o desinteresse dos intelectuais em Nápoles, onde foi chamado pelo cardeal Pignatelli, abandonou a retórica rebuscada e passou a falar de forma simples, convertendo multidões de camponeses.
Essa evangelização eficaz incomodou profundamente o diabo, com quem travou violentas lutas físicas e espirituais. O santo era por vezes encontrado gravemente ferido após resistir aos ataques do maligno, combatendo-o sempre com oração, penitência e bom humor.
Esgotado pelo trabalho missionário, faleceu em 30 de outubro de 1739, com pouco mais de 70 anos. O Papa Leão XII o beatificou em 1825 e o Papa Francisco o canonizou em 2017 na Praça de São Pedro.
Hoje, sua história nos recorda que as incertezas e tentações do início não impedem Deus de realizar uma grande obra em quem persevera com fé.
Santo Ângelo d’Acri, apóstolo do Sul e incansável pregador da paz, rogai por nós!
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