São Francisco de Assis tinha dinheiro, juventude, amigos e um sonho: ser um grande cavaleiro. Mas Deus tinha preparado para ele uma batalha completamente diferente. Depois de uma doença e de uma profunda crise interior, Francisco começou a perceber que estava procurando glória onde não estava a verdadeira felicidade. Até que um dia encontrou um leproso. Francisco sentiu repulsa, mas venceu a si mesmo: aproximou-se daquele homem, deu-lhe uma esmola e o beijou. E ele próprio diria depois que aquilo que antes era amargo se transformou em doçura. Pouco tempo depois, diante do Crucificado de São Damião, ouviu: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja.” E ele levou isso a sério. Diante do próprio pai e do bispo, Francisco abriu mão de seus bens. Ficou sem nada. E declarou que, daquele momento em diante, seu verdadeiro Pai seria Deus. Francisco não queria criar uma marca, conquistar fama ou formar seguidores. Ele queria uma coisa: viver o Evangelho de verdade. E foi justamente essa radicalidade que transformou sua vida em uma das maiores histórias de santidade da Igreja. Ele abraçou a pobreza, serviu os leprosos, pregou Cristo e, no fim da vida, recebeu em seu corpo as chagas da Paixão de Jesus. São Francisco nos deixa uma pergunta que continua atual: o que ainda precisamos abandonar para pertencer totalmente a Cristo? São Francisco de Assis, rogai por nós!
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