Diante dos avisos dados por alguns fariseus de que Herodes Antipas pretendia tirar-lhe a vida, Jesus demonstrou pleno domínio de si e convicção sobre o seu caminho. A atuação e os milagres do Senhor na Galileia causavam inquietação no governante, que buscava consolidar seu poder. Provavelmente, os fariseus usaram esse cenário para tentar afastar Cristo e limitar a propagação de sua palavra.
Em sua resposta, Jesus referiu-se a Herodes como raposa e declarou que continuaria realizando curas e expulsando demônios, pois devia seguir o seu itinerário até cumprir sua missão em Jerusalém. Na mesma ocasião, Ele manifestou seu lamento sobre a cidade, lembrando o histórico de perseguição aos profetas e expressando a vontade que teve de acolher seus habitantes como a galinha abriga os pintinhos sob as asas.
A atitude do Senhor serve de ensinamento para que os cristãos atuem com liberdade e segurança diante de incompreensões. Quando alguém busca viver com coerência e rejeita atitudes abusivas que prejudicam a sociedade, pode enfrentar resistências. Nesses momentos, o exemplo de Cristo motiva a renovar a consciência da própria missão, sem permitir que críticas ou barreiras interrompam o trabalho apostólico.

Fonte: OpusDei — texto reescrito pela equipe do Catequese Católica.
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