
A celebração da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos convida os cristãos a olhar para a fragilidade da vida humana sob a luz da esperança na vida eterna. Sentir a ausência e chorar a saudade daqueles que partiram é algo próprio do ser humano e também algo santo, pois a fé permite transformar essa dor em oração e total confiança na misericórdia de Deus.
As Sagradas Escrituras trazem fundamentos sólidos para essa esperança. O testemunho de Jó ensina que a morte não possui a palavra final, pois o Redentor vive e acolhe os seus. Já o Salmo motiva as preces e os sufrágios em favor dos irmãos e irmãs falecidos, pedindo que a misericórdia divina os purifique de suas imperfeições para que possam contemplar a face do Senhor.
São Paulo reforça que a ressurreição de Jesus garante o futuro de todos, demonstrando que o poder da morte foi vencido na cruz. Por fim, o Evangelho exorta a manter uma atitude de vigilância e fé contínua. Para o cristão que se mantém preparado, a passagem deste mundo não é um encontro de temor, mas sim o acolhimento amoroso do próprio Senhor para o banquete eterno.
Fonte: CNBB — texto reescrito pela equipe do Catequese Católica.
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