A origem do termo Halloween encontra-se no próprio calendário litúrgico da Igreja Católica, correspondendo à véspera da Solenidade de Todos os Santos. Esse tempo litúrgico, seguido pela lembrança dos fiéis defuntos, sempre incentivou a meditação sobre as realidades finais da alma, como a morte, o juízo, o Céu, o inferno e o purgatório. Por crer na comunhão entre os cristãos desta vida, as almas padecentes e os santos, os católicos mantêm o costume de rezar, jejuar, visitar cemitérios e oferecer celebrações pelos falecidos.
Várias tradições populares associadas ao Halloween surgiram de práticas piedosas ou educativas da fé. A busca por doces derivou da distribuição do pão dos fiéis aos pedintes em troca de orações. Do mesmo modo, as velas acesas perto dos restos mortais nos cemitérios deram origem ao uso de abóboras iluminadas. Até mesmo as fantasias de seres malévolos eram usadas como ferramentas pedagógicas para ensinar às crianças sobre a existência do inferno, da condenação e do pecado mortal.
Entretanto, a celebração perdeu o sentido cristão quando a Rainha Elisabete I proibiu as orações pelos mortos na Inglaterra, fazendo com que o povo retomasse costumes pagãos de seus antepassados celtas. Embora Santo Agostinho da Cantuária tenha sido enviado por Gregório Magno para evangelizar aproveitando a cultura local, o Halloween modernizado tornou-se mundano. Exorcistas alertam que a participação nessas brincadeiras puramente pagãs pode gerar séria contaminação espiritual nas crianças e nos jovens.
Por essas razões, recomenda-se que as famílias cristãs não participem das festividades mundanas nem fantasiem seus filhos como demônios ou bruxos. A orientação para a véspera de Todos os Santos é resgatar a verdadeira vocação católica, incentivando os mais novos a se vestirem como os santos de Deus, lembrando que o chamado à santidade se destina a todas as pessoas e fases da vida.
Fonte: Padre Paulo Ricardo — texto reescrito pela equipe do Catequese Católica.
Share this content:










