Ele viu de perto a escravidão, a miséria e o sofrimento dos povos africanos. Mas, em vez de virar as costas, decidiu dedicar a própria vida àquela missão. São Daniel Comboni nasceu na Itália, em 1831. Ainda jovem, ouviu relatos sobre os missionários na África e sentiu nascer em seu coração o desejo de evangelizar aquele continente. Aos 23 anos, foi ordenado sacerdote e, em 1857, partiu para sua primeira missão africana. Lá, ficou profundamente marcado pela realidade dos escravizados. Percebeu que não bastava levar ajuda por alguns dias: era preciso preparar pessoas, criar escolas e formar comunidades capazes de transformar aquela realidade. Por isso, elaborou um projeto que ficou conhecido como “Salvar a África por meio dos próprios africanos”. Fundou um instituto missionário, organizou novas expedições e trabalhou incansavelmente para que os povos africanos tivessem acesso à fé, à educação e à formação religiosa. Em 1877, tornou-se bispo da África Central. Mesmo enfrentando doenças, dificuldades e grandes desafios, não abandonou sua missão. Em 10 de outubro de 1881, aos 50 anos, morreu no Sudão, junto daquele povo que tanto amava. Antes de partir, deixou uma frase que resume sua vida: “Eu morro, mas a minha obra não morrerá!” E sua obra continuou! Hoje, sua história nos recorda que evangelizar é amar concretamente, reconhecer a dignidade de cada pessoa e ajudar outros a se tornarem protagonistas da própria missão. São Daniel Comboni, missionário incansável e servidor dos povos africanos, rogai por nós!
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