Nascido na Itália, em 1887, Francesco Forgione entrou para os Capuchinhos ainda muito jovem e recebeu o nome de Frei Pio. Mas foi em 1918 que aconteceu algo extraordinário. Enquanto rezava diante de um crucifixo, Padre Pio teve uma experiência mística e recebeu no próprio corpo as chagas de Cristo: feridas nas mãos, nos pés e no lado, semelhantes às marcas da crucificação de Jesus. Essas chagas permaneceram com ele durante décadas. E havia algo ainda mais impressionante: elas não eram para Padre Pio motivo de orgulho. Pelo contrário. Ele procurava viver aquele sofrimento em união com a Paixão de Cristo, carregando aquelas dores em silêncio e com profunda humildade. As chagas também chamaram a atenção de médicos e autoridades da Igreja. Padre Pio foi examinado diversas vezes e chegou a sofrer restrições justamente por causa dos fenômenos extraordinários que cercavam sua vida. Mas, para ele, o mais importante nunca foram as feridas. Era Jesus Crucificado. Por isso, Padre Pio passava longas horas diante do Santíssimo, celebrava a Santa Missa com profunda devoção e dedicava grande parte de seu ministério ao sacramento da Confissão. Durante mais de 50 anos, acolheu multidões em busca de perdão, conselho e oração. Ele carregou no corpo as marcas da Paixão, mas procurou principalmente carregar no coração o amor de Cristo. Padre Pio morreu em 23 de setembro de 1968, aos 81 anos, e foi canonizado por São João Paulo II em 2002. A vida dele nos lembra que a Cruz de Cristo não é apenas algo para contemplar. É um mistério de amor que transforma o sofrimento em oferta e nos aproxima de Deus. São Pio de Pietrelcina, que carregastes em vosso corpo as chagas de Cristo, rogai por nós!
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