Eles eram soldados. Recebiam ordens para obedecer e lutar. Mas um dia receberam uma ordem que, para eles, tinha um limite: negar a própria fé. Foi então que São Maurício e seus companheiros precisaram escolher entre obedecer ao imperador ou permanecer fiéis a Deus. Por volta do ano 287, Maurício fazia parte de um grupo de soldados cristãos conhecido como Legião Tebana. Eles estavam a serviço do exército romano quando receberam uma ordem para participar de um sacrifício aos deuses. Mas os soldados cristãos se recusaram. A resposta deles ficou marcada pela tradição: “Somos soldados do imperador, mas também somos servos de Deus.” O comandante então ordenou que alguns fossem mortos. Mas o restante continuou firme. Uma nova ordem de execução foi dada. E, mesmo vendo seus companheiros morrerem, eles não abandonaram a fé. Por fim, Maurício e os demais sobreviventes foram executados. Não morreram porque não sabiam obedecer. Morreram porque sabiam que existe uma obediência maior: a fidelidade a Deus. Segundo a tradição, o martírio aconteceu em Agaunum, na atual Suíça. Com o passar dos séculos, aquele lugar se tornou um importante centro de devoção aos mártires da Legião Tebana, especialmente a São Maurício. A história desses soldados nos deixa uma pergunta muito atual: O que acontece quando a nossa fé entra em conflito com aquilo que o mundo exige de nós? São Maurício e seus companheiros mostram que ser cristão não significa fugir das responsabilidades. Significa cumprir nossos deveres sem jamais colocar qualquer autoridade acima de Deus. Quando for preciso escolher, que tenhamos a mesma coragem daqueles soldados: servir aos homens, sim; mas pertencer somente a Deus. São Maurício e seus companheiros mártires, soldados de Cristo, rogai por nós!
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