Papa Leão XIV: “Só o perdão liberta e traz de volta a luz”
Durante o Angelus deste domingo, 13 de setembro, o Papa Leão XIV destacou a força do perdão como caminho indispensável para a paz, para a cura das relações e para a vida cristã.
Ao comentar o Evangelho do XXIV Domingo do Tempo Comum, em que Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar quem o ofende, o Pontífice recordou que Cristo não estabelece um limite para o perdão: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Para o Papa, Jesus mostra que o perdão cristão não pode ser reduzido a uma simples contagem de vezes. Trata-se de uma atitude permanente de misericórdia, inspirada no próprio amor de Deus.
A falta de perdão destrói
Leão XIV chamou a atenção para as consequências da ausência de perdão. Quando o ressentimento permanece no coração, podem surgir conflitos, acusações, rancores e até vinganças.
Essas feridas, segundo o Pontífice, não atingem apenas indivíduos, mas também podem destruir relacionamentos, dividir famílias e alimentar conflitos entre povos.
“Só o perdão liberta e traz de volta a luz”, afirmou o Papa, ressaltando que o perdão é capaz de abrir novamente caminhos onde antes parecia existir apenas dor e escuridão.
Deus nos ensina a perdoar
Ao recordar a parábola do servo que recebeu o perdão de uma enorme dívida, mas não foi capaz de perdoar uma pequena dívida de seu companheiro, o Papa destacou que todos nós recebemos gratuitamente a misericórdia de Deus.
Por isso, quem experimenta o perdão do Senhor é chamado também a oferecê-lo aos outros.
Leão XIV apresentou ainda São Pedro como exemplo. O Apóstolo havia negado Jesus durante a Paixão, mas, depois da Ressurreição, Cristo não o abandonou. Ao encontrá-lo novamente, perguntou: “Simão, tu me amas?” e lhe confiou novamente uma missão.
Era, como explicou o Papa, um verdadeiro recomeço. O amor de Cristo foi capaz de curar a ferida e restaurar a missão de Pedro.
Perdoar não significa esquecer o amor à verdade
A mensagem do Papa nos recorda que o perdão cristão não é simplesmente fingir que nada aconteceu. Perdoar significa não permitir que a mágoa, o ódio e o desejo de vingança tenham a última palavra em nossa vida.
O cristão é chamado a entregar suas feridas a Deus e buscar a graça necessária para recomeçar.
Ao concluir sua reflexão, Leão XIV pediu a intercessão da Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, para que os cristãos aprendam a perdoar mesmo quando isso parece difícil.
Que o nosso coração não seja morada do rancor, mas espaço para a graça de Deus.
O perdão não apaga o passado, mas pode impedir que o passado destrua o nosso futuro.
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